A Culpa é do Cavani – Jornada 18 – What the fucking fucking fuck?!

Naquele que foi o podcast com maior dose de vernáculo desde que começámos com esta treta, houve uma espécie de catarse globalizada e os Cavanis falaram de árbitros e de arbitragens, porque até nós ficamos fartos com esta trampa desta roubalheira. A somar a isso, mais uma bela tirada do Vassalo, uma estupenda análise do Bertocchini e uma tremendíssima escalpelização do Silva. Isso, ou houve metáforas com Scrabble, paradigmas duvidosos de gestão de activos milionários e voltinhas em rotundas. Seja como for, vem aí o Benfica e a malta já está toda exaltada. Ouçam e vão perceber porquê.

Os médios defensivos ficam novamente para o próximo episódio ou talvez até para o seguinte. Valores mais altos se pontapeam, minha gente!

Jornada 18 – What the fucking fucking fuck?!


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Baías e Baronis – Aves 1 vs 1 FC Porto

foto retirada do zerozero

Uma das coisas que distingue um wannabe de alguém que de facto consegue alguma coisa é a capacidade de aguentar a pressão e de produzir mesmo quando a sofre. E nós, com a imagem que deixamos hoje nas Aves, falhamos de uma forma óbvia e preocupante num jogo que não podíamos falhar, algo que foi notado por todo o mundo e mais sete ou oito jornais marcianos. Hoje não jogámos bem. Hoje não defendemos bem. Hoje não atacámos bem. Hoje fizemo-nos em trampa perante um adversário que não vale o suficiente para sequer nos termos de preocupar com eles. E se ficamos nervosos perante o Aves, imagino como será na próxima sexta-feira. Notas abaixo:

(+) Danilo. O único homem que esteve sempre a gritar para os colegas, a orientar a equipa em campo, a tentar com todas as forças levar o FC Porto à vitória e subir no terreno para o conseguir. Não fez um jogo perfeito mas foi o melhor jogador em campo de camisola azul às costas e continua a mostrar a vontade que tem em ganhar todos os jogos em que sobe ao relvado, dando o exemplo a todos os companheiros de luta que por vezes cedem demasiado rápido à pressão e desorientam-se em campo (ver abaixo). Bom jogo, não merecia perder pontos hoje.

(+) Ricardo Pereira. Bom golo (excelente passe do Soares, já agora) e algumas boas incursões, num jogo conseguido apesar de pouco dinâmico na segunda parte, em grande parte pela necessidade de manter o flanco mais tapado. Foi dos poucos que se safou com nota positiva.

(+) Sá. Muito rápido a sair da baliza, salvou a equipa depois de mais uma imbecilidade nascida do nervosismo quando saiu aos pés do tipo do Aves e conseguiu depois agarrar o ressalto. Nada a fazer no golo, foi ainda importante para segurar alguns cruzamentos perigosos do Aves, especialmente na segunda parte.

(-) Ceder à pressão. Tremideira da boa. A equipa não está num bom momento a nível da construção de jogo, demasiado sôfrega a tentar colocar bolas na frente, despachar os resultados e acabar com o jogo rapidinho. Não parece estar, ao contrário do que aconteceu durante várias semanas consecutivas, a gostar do que faz. Houve várias jornadas em que a equipa estava bem e sorria a jogar, trocava a bola com entusiasmo, independentemente da forma de jogar, dos jogadores que lá estavam na relva ou fora dela e da facilidade com que marcavam, driblavam ou rematavam. Entretanto algo mudou, não sei se pela classificação, pelo ruído em torno de Casillas ou Óliver ou seja lá quem for o próximo “gate” que vão criar, a equipa parece tensa em campo, pronta a liquefazer-se em fezes pouco consistentes ao primeiro sinal de perigo. É uma equipa que está a ceder à pressão de uma forma preocupante e fá-lo num momento muito complicado e no meio de um ciclo que exigia mais calma, muito mais descanso mental e confiança. Há que recuperar esse espírito, caso contrário temo que possamos vir a passar momentos muito complicados num futuro bem próximo.

(-) Felipe. Rapaz, temos de falar porque esta merda não está a funcionar. Tínhamos uma relação porreira e tal, havia aqui empatia, carinho, respeito e admiração que só não eram mútuas porque tu não fazes a menor ideia quem eu sou. Mas aquele Felipe devorador de virgens, esbofeteador de funcionários das finanças e degolador de prepúcios, onde está? Desapareceu para outra dimensão e deixamos de o poder ver? É que este Felipe que tenho visto a jogar é bem mais próximo de um Maicon e isso é algo que não só não preciso como dispenso com fervor. VÊ LÁ SE ATINAS, PÁ, QUE ESTOU FARTO DE TE VER A FAZER CAGADA ATRÁS DE CAGADA!!!

(-) Herrera. O único jogador do meio-campo. Ponto final. Porque o outro jovem que lá andou mais valia vestir uma camisola vermelha e branca com riscas verticais, tal foi a quantidade de vezes que estragou em vez de construir. Distraído, lento, sem a capacidade prática dos últimos jogos, foi uma exibição daquelas que vi durante anos e que me fez querer que fosse despachado para muito longe daqui. Esteve exactamente ao contrário do que tinha feito em vários jogos consecutivos este ano e confirma que está no pior período da época. Mesmo antes do jogo contra o Benfica. Lovely.

(-) Arbitragem. Os amarelos a Corona até se entendem e chateia-me sempre a coisa do “o árbitro podia poupar o jogador por ser o segundo”. Tretas. Mas…e há um grande “mas”, os outros rapazes não têm o mesmo tratamento? Ou o mesmo Corona que leva um pisão do Defendi na primeira parte, não merecia o mesmo amarelo? Ora lá está. E o penalty, que o árbitro pode ou não ter visto, é evidente para toda a gente que viu na televisão e como tal deveria ter sido evidente para o video-árbitro. E foi, mas ao contrário. Porque não quis ver, não vejo outra forma de dizer isto. Porque viu e optou por não ver, numa espécie de falácia em forma humana que dá pelo nome de Bruno Esteves. Vão lá ver a lista dos “padres”. Pois. É fodido, não é?


Podíamos chegar ao jogo contra o Benfica com a moral em alta? Podíamos. Mas parece que já não sabemos viver à grande. Ou ainda? Tenho de perceber isso ao longo dos próximos meses…

Ouve lá ó Mister – Aves

Camarada Sérgio,

Cá vai um pedaço de informação desnecessária que não sabias: é a primeira vez que escrevo esta coisa com o Aves como tema. Um clube que por cá anda há tanto tempo e ainda não tinha merecido a minha escalpelização, é uma pequenina vergonha. Mas não creio que vá escrever muito, sabes? Acho que, como acontece muitas vezes, uma imagem diz mais que mil das minhas palavras. E mandaram-me ontem esta imagem e apesar de ser composta por palavras, diz muito. Oh se diz. Se precisavas de moral para vencer este jogo, para lá de poderes chegar com bom avanço antes do jogo com o Benfica, aqui tens. É só isto:

Pega. Guarda. Imprime. Cola na porta do balneário. Tau. Dá-lhes o que eles merecem, Sérgio!

Sou quem sabes,
Jorge

A Culpa é do Cavani – Jornada Especial Champions 2017/18 #5 – Ricardo, o mesquinho

Um episódio gravado logo depois do jogo contra o Besiktas, em que a exibição da equipa foi analisada com a eloquência do costume e onde constatámos várias coisas: o Sérgio não ouve o Cavani, o Silva é o maior e o Ricardo é mesquinho. Todos por motivos diferentes, claro está! Olhamos também para o jogo que aí vem nas Aves e o que pode significar para o resto da época.

Ah e os médios defensivos ficam para o próximo episódio. Assim têm mais uns dias para nos enviarem as vossas opiniões! Oupa!

Jornada Especial Champions 2017/18 #5 – Ricardo, o mesquinho


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Baías e Baronis – Besiktas 1 vs 1 FC Porto

Não foi mau. Podia ter sido bem pior se Sá não tivesse feito algumas excelentes defesas (e a trave, num remate estupendo do Babel) e se aquele horrendo arranque de segunda parte tivesse tido alguma eficácia por parte dos turcos. Mas estivemos bem na primeira e pudemos marcar o segundo golo numa altura em que o Besiktas cascava na nossa defesa sem pensar duas vezes…e falhámos. Mas esse lance, apesar de não dar golo, mudou o jogo e fez com que se tornasse mais calmo, pacífico, sem grandes situações de golo e com uma gestão da qualificação pelos da casa e a vontade de manter um ponto da nossa parte. Notas abaixo:

(+) Sem tremideiras exageradas. Papões que bebem sangue, um estádio com nível de decibéis equivalente a doze bodas medievais, guerreiros otomanos e o Pepe. Era assim que alguns viam o jogo contra esta malta, especialmente depois de termos perdido em casa, mas a equipa entrou sem medo, com sentido prático e vontade de furar sempre que possível. Fê-lo com critério, boa troca de bola a meio-campo e boas incursões pelos flancos, com os laterais a subirem sempre que possível e onde só faltou algum acerto no remate de longe. A audácia apenas deu um golo mas a imagem foi muito positiva na primeira parte. Só a segunda manchou um bocadinho a exibição (ver abaixo).

(+) Sá. Fez o melhor jogo com a nossa camisola, salvando a equipa várias vezes a remates de longe do Besiktas. Houve várias ocasiões no início da partida em que me pareceu nervoso mas em conversa com amigos não consegui perceber se só sente isso quem está de fora e se os jogadores lá dentro não sentirão o mesmo. Seja como for, Sá pareceu crescer em confiança e segurou um ponto importante.

(+) Sérgio Oliveira. Pareceu o único homem do meio-campo a manter alguma coerência de espírito e estabilidade mental durante aquele período menos b…esperem, não foi menos bom, foi mau mesmo, por isso há mérito do nosso puto em conseguir assentar jogo, procurar o espaço e fazer com que a equipa mantivesse a posse de bola durante mais alguns segundos, já que tanto Danilo como Herrera pareciam estar noutro modo de jogo. O modo fraco, diga-se.

(-) A entrada para a segunda parte. Se alguém pensou que o jogo da Turquia ia ser uma repetição do jogo do Dragão, rapidamente percebeu que não seria bem assim, muito por culpa nossa. Estivemos muito melhor, com mais acerto e muito mais cabeça, mais capacidade de luta e mais eficácia. Mas acima de tudo entramos em campo com vontade de vencer o jogo e a primeira parte foi bem jogada e podia pender para o nosso lado. A segunda…not so much. A equipa desprendeu-se da forma, despegou-se da estrutura e quase se lixava no meio de perdas de bola infantis, deslizes no passe e desatenções na marcação. Houve ali 10/15 minutos de parvoíce que podia ter dado golo para os turcos e tivemos sorte (e Sá) em evitar que isso acontecesse. Depois apareceu o lance do Ricardo e o Besiktas acalmou.

(-) O falhanço de Ricardo. Desculpa, rapaz, mas não pode ser. Não pode ser mesmo e nestas situações tens de acertar na baliza. Estiveste todo o jogo a trabalhar para a equipa, assististe o Felipe (sem querer, mas conta na mesma!) para o primeiro golo e depois tens um momento parvo daqueles? Tu, melhor que ninguém, percebeste a parvoíce de lance que protagonizaste e a necessidade de fazer melhor, especialmente nestes jogos em que um golo faz a diferença, e faria, porque se tivesse entrado e tivéssemos aguentado até ao fim…estaríamos agora todos contentes e chegava um empate contra o Mónaco. Todos falham e só não falha quem não está lá, mas caramba, fiquei lixado contigo. Ah, percebo, queres que a malta mantenha a pressão até ao fim, não é? Siga, rapaz, continua o trabalho mas aponta melhor da próxima vez, sim?

(-) O basqueiral. Aposto que os rapazes dão uma pastilhinha com cada bilhete que se vende, para que o povo possa ser transportado até tempos em que os Otomanos conquistavam, pilhavam e tinham uma atitude bastante pouco new-age perante o Mundo, por forma a poderem estar a ganir todo o jogo. Começo a perceber do que se queixava o Werner quando teve de sair de campo e louvo os nossos rapazes por conseguirem estar em campo, sem conseguirem ouvir o treinador (não deviam conseguir ouvir um F16 a bater a barreira do som por cima deles com aquelas vuvuzelas humanas a gritar) nem a conseguirem comunicar uns com os outros.


Tudo se decide no último jogo. Tudo depende de nós. SÓ depende de nós. Menos mal.